Ácido Cinza

Games, filmes, séries, cultura pop e redundância.

O que eu joguei em 2011

Com o timing mais atual que um relógio analógico quebrado que funcionava a base de pilhas posto pra despertar em horário de verão, eis aqui a minha lista.

Vou tentar fazer uma linha do tempo mas minha memória também está comparável ao meu timing. Logo… um post bem grande depois do corte.

Castlevania: The Bloodletting BETA – PC, indie


Foi mais algo do fim do ano, mas comecei o ano jogando isso ainda. KYASSURUBANIA ZA BURADORETINGU é um fangame que eu vi negada falar que “merecia mais atenção”. Ele foi feito no MMF. Os trailers estavam adequados. OK, fui jogar.

O jogo é feito com o sistema de movimento de plataforma padrão do MMF. O que, destucanando a coisa, quer dizer que ele vai ser buggado que nem a peste que o parta. O chicote pode não corresponder às suas animações, o personagem trava de graça às vezes e por aí vai.

E sinceramente? É quase inconsertável. Ou você começa a engine do zero ou tenta ir corrigindo como puder.

Apesar do alerta do jogo ser “beta”, os caras disseram que já estava feito do início ao fim, então joguei. E qual foi minha surpresa quando em uma das fases finais, com o controle falhando completamente e ficando travado de graça e não recuperando-o nunca, li o readme e tem uma “Panic Key”; “aperte F12 quando você estiver emperrado”.

É super cômodo de fazer ainda mais quando eu estava jogando com um joystick. Assets retirados de Demon’s Crest para alguns chefes “inéditos” e ONE WINGED ANGEL (é sério) na batalha final coroam a coisa toda, bem como tirar sprites desde Super Castlevania IV até Order of Ecclesia pra fazer o jogo inteiro.

Ruim? Não é, exatamente. O esforço do autor é completamente perceptível. Mas com os bugs é praticamente injogável.

Arvoesine – PC, indie

Plataforma retrô puxado pra Arcades mais ou menos 8-bit antigos em que um soldado grego/romano sai dando bordoada em deus e o mundo (literalmente, uma vez que o primeiro chefe é Zeus). O demo só tinha uma fase jogável e o jogo completo custava 7 dólares. Bem divertido, mas o máximo de replayability era conseguir high scores. Passei. Acho que o jogo está custando menos de 3 dólares ou é freeware agora. Caso seja, vale a conferida. Tem charme.

Castlevania The Adventure Rebirth – Wii

Todos comentavam que esse “retorno a forma” de Castlevania não era lá aquelas coisas… e eles estavam certos.

O jogo não é ruim, é simplesmente regular. Certos downgrades simplesmente não descem (não poder trocar de armas como em Castlevania X e não poder pular de escadas), além de um que não faço a MÍNIMA ideia do porquê fizeram: se você cair de uma plataforma andando o personagem retorna a sua pose de ‘parado’ fazendo ele cair parecendo um tijolo. É só porque no NES era sim? Porra, hein, amigos?

VAMPIRE – PC, indie

Basicamente um “Castlevania com uma garota” com vários assets puxados de outros jogos de SNes com alguns originais. O jogo não está terminado e assim permanece desde 1997, o que é uma pena. Você tem vidas limitadas e o jogo não diz quantas você ainda tem sobrando, tomando um Game Over súbito. O inventário completamente em Japonês com itens que aparentemente não podem ser utilizados não ajudam também.

Jogando o jogo por si ele é bom mas sente-se como uma oportunidade desperdiçada às vezes. Há uma sessão numa fase de floresta de pular em galhos desnecessariamente e incrivelmente frustrante onde você perde muitas vidas por não controlar muito bem a velocidade da personagem.

Mega Man X3 – The Zero Project – RomHack, SNes

Rom Hack que habilita jogar com o Zero o game inteiro. O jogo foi rebanceleado, fizeram novos diálogos só pra refletir cada personagem, e dá pra pegar a armadura negra do Zero. Mas não tem mais o sabre pro X pegar no final das contas e fica a sensação que é um código do Game Genie glorificado. Recomendado pra quem queria jogar com a loirona do início ao fim.

Spriggan Powered – SNes

Um jogo que meio que me assombrava dos tempos de locadora por ser um dos últimos lançamentos de SNes que pintou por lá. Ele aparentemente é spin-off de uma série que tem um estilo completamente diferente que emputeceu os puristas, mas como um jogo por si só ele é agradável. É um bullet hell terminável até pra mim que não sei jogar essas porras direito e os robôs parecem até o X e o Zero mesmo. Mas não se engane, como todo shoot ‘em up apela feio às vezes. E por falar em feio às vezes os gráficos pré-renderizados são e muito. Mas é um jogo interessante por assim se dizer.

Simon’s Quest: Castlevania 2 ReVamped – Indie, PC


Nunca joguei o Quest do Simão no NES do início ao fim. Primeiro que não achava o cartucho, segundo que não tinha a menor ideia pra onde ir sem um mapa prático, e isso que eu nem sabia do distúrbio compulsivo de mentiras de alguns NPCs. Aí resolvi jogar esse “remake” que só foi uma atualização do jogo digamos ao estilo Super Mario All Stars na estética.

Tudo que faz o jogo ser bom está no Nintendinho com uma direção de arte mais uniforme. Os rearranjos das músicas não tem força ou presença. Há vários bugs. Não existe Continue, então se suas vidas acabarem antes de você chegar em um Save Point, um abraço – e tem bugs que implicam em perder vidas até acabarem todas. E muita gente dá atenção pra esse jogo… só pelo estilo de gráfico.

Minha opinião: evite.

Mega Man – The Hedgehog Trap – NES RomHack

Hack de Mega Man 3 que por alguma razão estavam chamando de “fangame”. O roteiro do jogo, que nem sequer é seguido nele mesmo (o autor não soube hackear cutscenes, incluiu dois AVI que pesam 300 vezes mais que o hack pra servirem disso…), diz que Dr. Light foi raptado pela união de Dr. Wily e Dr. Robotzzzzzzzz… enfim, é interessante ver com qual fidelidade até os estágios de Sonic são reproduzidos no hardware do NES. Mas antes até mesmo do jogo acabar eles desistem desse mote pros estágios.

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Como eu vim parar do Sonic no X5?

Fora isso existem problemas na dificuldade (certos chefes são quase impossíveis e muitos one hit kills, como é de praxe com hacks) e alguns bugs que às vezes podem ser gamebreakers embora não sejam assim tão frequentes. Embora seja um “tech demo” interessante do Nintendinho ver as fases do Sonic feitas nele com o Mega Man, acho que só masoquistas vão dizer que esse é  um jogo  recomendado.

Super Danny 2 – PC, indie

Esse jogo é o clássico “não julgue o livro pela aparência”. Olhando de longe um ORIGINAL THE CHARACTER (DO NOT STEAL) com a cara e focinho do Cebolinha deixaria qualquer um contrariado, mas um trailer me convenceu a experimentar o jogo e olha, é bem legal. Você ganha os poderes dos chefes derrotados além de simples armas, afetando o gameplay geral com cada ‘forma’ que você usar. Tem uma skin de Mega Man também pra quem preferir.

As habilidades dos chefes e alguns unlockables garantem um bom tempo de diversão. Só tem alguns defeitos como você sempre ter que resetar a skin do Mega Man quando morrer se quiser jogar com ela e não com o Cebolinha e às vezes uma dificuldade excessiva, mas ainda praticável. Até aqueles clássicos problemas de lugares onde inimigos reaparecem se  você sair da tela foram reproduzidos aqui. Muito legal  e recomendado pra quem quiser jogar um fangame da série clássica sem frescuras.

Return of Egypt – PC, Indie


Carinhosamente apelidado de “Moisésvania” pela Internet afora pelo design do personagem principal, você sai dando porrada em deidades egípcias que voltaram do túmulo nesse jogo. Apesar do formato “Metroidvania” o jogo é tranquilo e dá pra zerar em umas duas horas.

Havia uma segunda versão com outro personagem jogável e mais um chefe final diferente, mas esse ainda quebra um galhão.

Mortal Kombat: Shaolin Monks – PS2


Um dos beat ‘em ups mais fodas que eu já joguei. Mais divertido que os Mortais “convencionais”, IMO. Infelizmente muita coisa exigir que o jogador faça 4 playthroughs pra destravar tudo embora jogar com os ninjas também seja legalzão. Mas é um jogaço, diversão a torto e direito.

Mega Man: A Day in the Limelight – PC, Indie

A primeira impressão que eu tive desse jogo era que ele era mais um desses “LOLOL É NOSTALGIA MORRER 40 VEZES ATÉ PASSAR DE FASE” e não tinha relado nele em um bom tempo. Mas resolvi jogar de novo uns dias pra trás.  E cara, ainda bem. Mudei totalmente de opinião. Ainda é até dificilzinho mas é muito bem sacado. Falta um certo polimento na interface e nos menus, mas ele tem muita diversão pra dar.

Ninja Action Kaze Kiri – PC-Engine

Um jogo de porradaria ninja que embora linear ainda é divertido. Você tem vários golpes à disposição e tem chefes bastante criativos. Infelizmente ele tem muito pouco valor de replay, mas ele vale a viagem enquanto você tá curtindo. As músicas são muito bacanas também.

E por falar em Ninjas…

Ninja Gaiden 4 – PC, indie

CRENDEUSPAITOPODEROS!!! Isso aqui é um troço que merecia um newspost próprio, que eu sempre deixei pra lá por… não sei. Afinal eu não tinha o que fazer, tirando trampar… ou finalizar Revenge of Torgo… ou mexer no Eldaiya, ou… hã… enfim…

Cara, que jogo ruim da puta que pariu da moléstia! Como diz o ditado, de boas intenções o inferno está cheio, mas que que é isso, meu?! Tem tanta coisa errada com esse jogo que eu posso gastar dias e posts inteiro só apontando-as. Mas vamos começar do início. Após a tela de abertura com um rearranjo de guitarra fodinha do Act 3-2 do Ninja Gaiden 2 do NES, até que começa bem… mas cara, você começa a jogar e percebe que tem algo terrivelmente errado: você não consegue discernir cenário não-interativo do interativo. O jogo é poluído pra caralho.


Tá vendo ali? Aquilo não é uma escada. Você tem que pular pra esquerda na plataforma que tá o T-800 com… sei lá o quê na mão.. pra pular naquela plataforma em frente ao do T-800 com pistola. E tem coisas que soltam eletricidade pra ajudar
.

Pra ajudar mais ainda, cada fase é BURLESCAMENTE LONGA e o cenário inteiro quer te matar. A primeira fase leva uns 10 minutos para acabar. A 2ª fase, 30 minutos mais ou menos. A 3ª fase eu nunca terminei. O jogo oferece um “Stage Select” vagabundo pois só grava quando o ato muda no segundo número (1-1, 1-2), e cada fase vai do, por exemplo, 1-1A até 1-1G da vida. E meu filho, se morrer morreu. Sem continues. Como o criador espera que você termine esse jogo?

Com savestates. O jogo tem savestates codificados pelo próprio cara. Você pode dar load em um tanto de vezes por vida e salvar idem. E sem eles você não vai fazer muita coisa.

Pra coroar a pérola, eis o rosto do Ryu no jogo. Enquanto ele é renderizado em 3D com cores apagadas um Ninja vermelho rival que você enfrenta que corta a mão e se mostra um ciborgue e depois volta com JETPACKS (sim, é sério. Não, não tenho fotos porque não tem save nos chefes) é feito à mão mesmo.


Yo soy Ryu Hayabusa. Y mi miente esta llena de joda

Sem exagero, “Ninja Gaiden 4” é um dos piores jogos que já joguei na vida. O download em um site russo estilo Rapidshare que foi um parto, não entender porra nenhuma do que está sendo dito e um jogo que não roda na primeira vez, roda na 2ª mas a barra de Loading trava, roda na 3ª depois de um tempo demorando no Loading e o resultado final é isso me dá medo. Sem hipérbole. Esse jogo me dá medo.

Aos valentes, o vídeo do Youtube que me levou a esta tragédia.

E não. Não há bolo.

Menções honrosas porque estou morto demais pra entrar em detalhes sobre eles:
Série Golden Axe (com direito ao remake amador Golden Axe Myth) trilogia Splatterhouse original, Dr. Jekyll and Mr. Hyde (sim, o do NES), Strider Returns (menção INFAME essa e Mega Drive e Master System). Golden Axe eu quero fazer um newspost ainda em cima cobrindo algumas coisas de toda a série.

Lista burlescamente gigante de blogs participantes do meme, da qual provavelmentaço estarei ausente nos demais por minha amável demora:
Marvox Brasil
Canal Primastart
Fórum Retro Games Brasil
Retroplayers
Gagá Games
Passagem Secreta
Blog do Kyo
Glstoque
Game Sênior
Cosmic Effect
Gamer Caduco
Sega Forever
The Twosday Code
Relíquias do Mame
Shugames
Meio Orc
Santuário do Mestre Ryu
Memórias de Um Lobo de Madeira
Olha Mãe Meu Blog de Video Games
Alforje
How Far You Can Get
Super Controle Podcast
Game Genius
Game Play Blog
Stage Bonus
Vão Jogar!
Museum dos Games
Blog Edi (FZ2D) Retro Reviews
Ácido Cinza

4 Respostas para “O que eu joguei em 2011

  1. Pingback: O que eu joguei em 2011 « The Twosday Code

  2. Hyper Emerson dezembro 24, 2011 às 1:36 am

    -Castlevania: The Bloodletting BETA
    Tem umas partes nesse jogo que foram quase injogáveis. Aqueles flashes que o Death e o Dracula usam, por exemplo.

    -Arvoesine
    É, esse jogo agora é grátis. E é muito difícil.

    -Return of Egypt
    Malditas caveiras empaladas em cadeiras. E os comandos tipo Street Fighter que não funfam? Mas mesmo assim o jogo é bacaninha.

    “Havia uma segunda versão com outro personagem jogável e mais um chefe final diferente, mas esse ainda quebra um galhão.”

    Não sabia que existia outra versão.

    -Mortal Kombat: Shaolin Monks
    Se eu tivesse um PS2, seria por esse jogo.

    “E não. Não há bolo.”

    Aqui vai um:

  3. Pingback: Rokko-chan: Eu que não amo você « Ácido Cinza

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