Ácido Cinza

Games, filmes, séries, cultura pop e redundância.

Obsolescência Programada

Boa noite, meu nome é Luiz Gustavo, essa é meu primeiro encontro aqui no Ácido Cinza e eu gostaria de dizer a todos que estou muito feliz de estar aqui ajudando o compadre Shin, compartilhando este meu testemunho dizendo a todos que estou há 32 dias sem impressora.
Não, não sou um impressor (ou seria imprimidor?) compulsivo e muito menos tenho qualquer desejo latente de destruição da máquina como muito bem representado no filme “Como Enlouquecer Seu Chefe”(Office Space), aliás, muito pelo contrário, apesar da minha ex-impressora (atual peso de papel) ter alguns anos de vida, eu sempre cuidei muito bem dela; mantendo-a sempre coberta, limpando a poeira antes das impressões, fazendo limpeza dos bicos de impressão,etc, além disso, nunca troquei nenhum dos cartuchos, tanto o colorido quando o preto, são os mesmos que vieram na compra da impressora, ou seja, o fato dela ter sido tão bem cuidada e tão pouco aproveitada é o que me deixou irritado e um pouco desconfiado.
Enfim, após ter ganho esse magnífico peso de papel HP (agora poderia ser a abreviatura de Heavy Peeble), comecei a garimpar na internet sobre o motivo que leva os produtos de hoje em dia a durarem tão pouco. Entre os interessantíssimos artigos sobre estupro na TV, gente viajando pro Canadá e fotos de animais mortos ou fazendo churrasco em lajes nas redes sociais eu me deparei com um termo relativamente antigo porém, pouco conhecido: “Obsolescência Programada”.

Explicação do termo "obsoleto" segundo as empresas

Não! Obsolescência Programada não é um palavrão como foi dito por Humberto Gessinger (Engenheiros do Hawaii) enquanto explicava sua música “3ª do Plural”. Obsolescência Programada é apenas o nome dado ao processo de diminuir ou limitar a vida útil de produtos industrializados, ela foi criada por Alfred Sloan, presidente da General Motors (Chevrolet) na década de 20 para fazer com que consumidores trocassem de carro com maior frequencia.
A idelogia é simples: criar produtos que durem o mínimo possível, gerando a necessidade constante de troca dos mesmos e alimentando a máquina do consumismo e os métodos utilizados são inúmeros e vão desde utilizar materiais de baixa qualidade e desenhar de uma forma que quebrem com facilidade, até mesmo, lançar modelos mais recentes e curtissimos espaços de tempo (Apple feeling) ou inserir componentes eletrônicos para que os mesmos causem os estragos desejados.

Onde tudo começou...

 

Até pouco tempo atrás na casa dos meus pais, tínhamos duas TVs Mitsubishi, uma durou 25 anos e a outra ainda funciona e está chegando nos 30, geladeira e máquina de lavar roupa, cada uma com quase 30 anos, estes aparelhos funcionavam perfeitamente apesar de antigos e apenas foram substituidos na desculpa de já estarem velhos e os novos por serem mais eficientes, com mais funcionalidades e com menor consumo, entretando, nada se pensou na vida útil dos novos, sinceramente duvido que passem de 10 ou 15 anos.
Se analisarmos, o caso fica ainda mais critico quando pensamos em eletrônicos; as novas TVs não passam de 5, 10 anos, aparelhos de DVD perdem o poder de leitura em menos tempo ainda, os novos videogames, computadores, tablets, mp3 players e celulares duram 2 anos no máximo antes de virarem sucata ou serem superados por modelos mais novos e potentes. Não é incomum ouvir pessoas dizendo que aproveitaram muito bem seus computadores, afinal, eles duraram 3, 4 anos. Ao meu ver, isso é um absurdo, penso que um produto que custa R$1000,00 (ou muito mais) deveria durar pelo menos umas 5 vezes mais que isso. Nossa noção de durabilidade dos produtos em geral está se tornando cada vez mais deturpada e ninguém percebe ou ao menos se importa.

O melhor exemplo de obsolescência programada nos dias de hoje

Devo confessar, eu sei, não resisti, acabei comprando uma impressora nova e fui bem generoso, já que precisaria desembolsar acabei escolhendo uma daquelas multifuncionais com scanner, fotocópia e impressão normal, comprei pela internet e não dei muita importância no tamanho e complexidade do novo brinquedo. Estive em uma loja de eletrônicos dias atrás e acabei vendo o mesmo modelo em exibição. Quando vi o tamanho da criança, a quantidade de funções, configurações, fios e partes móveis, pensei estar comprando um misto de reator nuclear com uma grill George Foreman e com uma câmara de bronzeamento artificial. De cara já vi o plastico de baixa qualidade e as peças esperando só algum tempo para começarem a soltar ou pifar do nada, mas tudo bem, agora tenho um futuro peso de papel que também pode servir de vaso ou caixinha de areia para gatos também em 3 ou 4 anos, continuará sendo uma multifuncional.
Existe um documentário interessante sobre Obsolescência Programada chamado “Light Bulb Conspiracy”, infelizmente não encontrei com legendas em português, mas para aqueles que quiserem se aventurar e conhecer a origem do processo e mais produtos que seguem esta idéia além de projetos que tentam minimizar os impactos dessa pŕatica e oferecer soluções alternativas, o filme é de ótima qualidade. O vídeo está abaixo e o link para as informações do documentário está na seção “fontes” abaixo:

Só por hoje, obrigado!

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Obsolescência_programada
http://topdocumentaryfilms.com/light-bulb-conspiracy/

2 Respostas para “Obsolescência Programada

  1. Hyper Emerson fevereiro 1, 2012 às 1:01 am

    “agora tenho um futuro peso de papel que também pode servir de vaso ou caixinha de areia para gatos também em 3 ou 4 anos, continuará sendo uma multifuncional.”

    Boa. (i.e. tô me explodindo por rir)

    E sobre o assunto, não tô gostando dos netbooks da Lenovo. Mal passou um ano de uso e os cabos de recarga de dois deles estragaram. Depois algumas teclas do netbook da minha mãe pararam de funcionar de repente. E Então as dobradiças do meu começaram a rachar, quebraram e agora os fios do monitor estão se matando. Branco puro virou rosa e preto puro virou verde.

    …Aaaahhhhffffff… É assustador perceber que essas coisas quebram fácil de propósito.

  2. Luiz fevereiro 1, 2012 às 10:19 pm

    Cara, eu já trabalhei com a Lenovo, vou te dizer, se você quer um computador de qualidade da Levono, eu recomendo a Série “T”. No trabalho eu uso o modelo T420, é fantástico, o resto é assim mesmo, qualidade “xing ling”.

    Em casa temos 2 notebooks da Dell, os dois com problema na fonte de energia, o da minha esposa perdeu toda a coloração ao redor do touchpad, CD não abre mais, a tampa que é colorida já descascou… complicado, mesmo com todo cuidado vc ainda tem problemas.

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