Ácido Cinza

Games, filmes, séries, cultura pop e redundância.

♫♪Seeegaaa…♪♫

Eu sempre fui um apaixonado em video games em geral, desde meu début  em um Telejogo brincando tardes e mais tardes com meus primos na casa da minha avó com o famoso jogo Pong, aquele aparelho gigantesco ligado numa televisão preto e branco Colorado era tudo o que um moleque de 5 anos poderia querer.

Meu primeiro videogame mesmo foi um Atari 2600 e lembro de quase ter queimado a televisão do meu quarto no dia em que o ganhei, simplesmente por ter jogado Atlantis, River Raid  e Enduro por mais ou menos umas 12 horas seguidas. Dali pra frente segui a evolução natural, ganhei um Master System III, algum tempo depois um Super Nintendo e por fim um Mega Drive III e seu famigerado add-on, o SegaCD.

Telejogo rodando Pong, um dos seus maiores sucessos (ou o único)

Este foram meus últimos videogames e depois tive muito pouco contato com as gerações seguintes, brinquei até que legal com o 3DO, Playstation One e Sega Saturn, joguei o Sega DreamCast apenas uma vez e nunca coloquei minhas mãos num Game Cube ou Xbox, agora, na época dos Nintendo Wii, Playstation 3 e Xbox360 finalmente guardei um dinheiro e comprei um Playstation 2.

Sou um jogador a moda antiga eu acho, gosto muito do Playstation 2, principalmente as séries Silent Hill e Resident Evil, joguei Okami e acredito que foi um dos melhores jogos que joguei na minha vida, juntamente com Chrono Trigger (Snes) e estou brigando para terminar os Final Fantasy X e XII. Meu problema é que os jogos para os consoles recentes parece que começaram a ter muito mais importância em seus gráficos do que em suas dificuldades, mesmo os famosos Devil May Cry, considerado dificil pela maioria dos pessoal, levei apenas alguns dias pra acabar. Por conta disso, acho que meu gosto por jogos mesmo ficou lá nos 16bits. Gostaria de ser como o compadre Rodrigo, jogando homebrews, mods, hacks e  traduções ou até mesmo criando meus próprios jogos ou desenterrando coisas perdidas na internet, mas como eu disse, sou um jogador a moda antiga e tenho uma preguiça enorme de procurar por novidades e mexer até que rodem no meu Zsnes, meu negócio é descolar um cartucho ou um CD/DVD, colocar no videogame e sair jogando.

Ainda na era dos 16bits, eu sempre gostei mais do Snes, sempre achei as versões pro Nintendo melhores em relação ao Sega Mega Drive, com mais qualidade de som  e sem falar nos títulos exclusivos que eram bem melhores, porém, semana passada assisti um documentário sobre a época dos FMV  (Full Motion Video) e é claro, meu veio na lembrança os jogos do SegaCD. Deixei meu Playstation2 de lado e busquei meu Sega CD que ainda estava encaixotado na casa da minha mãe, estava do mesmo jeito que eu o deixara, fiz uma limpeza legal no bichinho e nos controles e torci para para que ele ainda funcionasse. Fiquei  feliz de ver, depois de quase 8 anos, aquela tela inicial do console pedindo para que um disco fosse inserido. Acho que ele não era incluído na lista de produtos da Obsolescência Programada.

A partir daí foram dois dias jogando os clássicos do FMV, Sewer Shark, Night Trap e TomCat Alley, Sherlock Holmes, etc. Claro, jogar é modo de dizer, afinal de contas, naquela época, os jogos de FMV possuiam pouquissima interatividade com os jogadores, os comandos eram narrados ou mesmo era esperado que fizessemos apenas alguns comandos na hora certa enquanto o jogo se desenrolava… era uma tristeza, mas e daí? Eram atores REAIS na nossa tela obedecendo nossos comandos!

Sewer Shark

Bem, acho que todos os que tiveram um Sega CD ou o viram em alguma locadora de videogame chegaram a encontrar esse título na prateleira pois esse era o jogo que acompanhava o console, as imagens e o som era impecáveis, a atuação dos personagens e a história… bem… nem tanto, você precisava pilotar uma nave por quilometros de esgoto matando morcegos, ratos, escorpiões, enquanto um velho chato ficava te pentelhando (Anos depois descobri que o velho chato era o famoso ator Robert Constanzo, também conhecido como pai do Joe Tribianni na série Friends,  por estar no elenco do filme Total Recall e também fazer a voz do Phil no jogo Kingdom Hearts). Você não controlava a nave em sí, apenas o canhão e os disparos e fazia os desvios de caminho conforme o robo Catfish narrava o caminho. Apesar de um pouco entediante demorei quase 6 meses para terminar o jogo pois não entendia lá muito bem inglês em 1993 e as cutscenes davam um grande ânimo para continuar tentando.

Uma outra coisa interessante é que este jogo foi dirigido por John Dykstra o mesmo diretor de efeitos especiais da primeira trilogia de Star Wars, do filme Star Trek: TMP ,do Batman Forever e Batman e Robin, da série Battlestar Galactica e vários outros.

Cena de abertura do jogo

Uma cutscene

Night Trap

Este jogo ficou famoso pelo fato de ter sido o responsável pela criação de Classificação Etária para os jogos quando foi lançado em 1992 depois de ter sido alvo de discussões no Congresso Norte Americano. Esta comoção toda se dava pelo fato do jogo narrar a história de algumas adolescentes fazendo uma espécie de “festa do pijama” na casa de uma das amigas enquanto a casa era invadida por “Augers”, uma espécie de monstros vampirescos que tentam atacá-las e lhes roubarem o sangue. Você como um bom cidadão e preocupado com a integridade das moças faz parte do SCAT (Sega Control Attack Team) e através das câmeras espalhadas pela casa tem o poder de acionar armadilhas quando os Augers estão prestes a entrar em ação, numa espécie de Big Brother interativo.

A jogabilidade é ruim, são quase duas horas de jogo onde você muda de câmera constantemente apenas capturando os intrusos e por isso não tem tempo de prestar atenção na história em torno das garotas, isso é bem monótono mas compensa pelas cenas (hoje engraçadas) e pelo estilo inovador. Uma curiosidade é que as cenas foram filmadas nos anos 80 para o sistema Nemo que seria lançado pela Hasbro, um videogame baseado em VHS que acabou não dando certo. O jogo então foi modificado para o formato de CD e sai para o SegaCD em 1992. O nome original do jogo era” Scenes of the Crime”.

Este jogo está na lista dos 20 piores jogos de todos os tempos, para mim, desde que vi a cena do banheiro, virou um clássico (e desencadeou minha vontade de ter um SegaCD), adoro ver as meninas cantando, correndo, gritando e o show de má interpretação. Vale lembrar também que a atriz Dana Plato (Kimberly Drummond da série de TV Different Strokes) faz um papel principal no jogo.

Existe um documentário muito interessante falando sobre o processo aberto para a retirada do jogo das lojas e as decisões do Congresso bem como a critica dos produtores por toda a comoção sem sentido.

Bem, vejam a cena a seguir e julguem se isto realmente fere a moral e bons costumes do mundo:

Este é o documentário feito sobre o processo do Congresso americano sobre o jogo:

A famosa cena da festa onde as meninas cantam o tema do jogo:

Bem, estes são meus dois jogos favoritos de FMV para SegaCD, claro existem outros como TomCat Alley, Corpe Killer, etc. alguns bons e outros péssimos mas não quero aumentar ainda mais o tamanho do post, quero falar deles uma outra oportunidade.

O SegaCD realmente não emplacou, seu alto preço e o fato de precisar também de um Mega Drive faziam dele um brinquedo caro. Além do mais, a coleção de jogos não era das melhores, como foi um sistema pioneiro, as desenvolvedoras ainda não sabiam o que fazer com tanto espaço no CD e se restringiram a apenas lançar títulos já existentes para Mega Drive ou Super Nintendo com adições de algumas cenas, vozes ou som melhorado, poucos títulos foram originais como o SonicCD, o que não justificava comprar o console. Como eu disse antes, prefiro o Snes, mas esses jogos em FMV marcaram uma época pra mim, e posso dizer que nesse ponto a Sega era uma empresa com uma certa classe que esmerava nas produções dos jogos apesar das restrições da tecnologia.

Uma resposta para “♫♪Seeegaaa…♪♫

  1. Fabio junho 15, 2013 às 1:05 am

    é o nooooooooooovo, fico feliz em ver um destes.

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