Ácido Cinza

Games, filmes, séries, cultura pop e redundância.

Tosqueiras do Fundo do Baú – TERROR em LOVE CITY

Olha, deixa eu falar a honestidade aqui pra vocês: APESAR de “Manos”, não sou muito um escavador de tosquices. Mas se eu topo com alguma coisa daquele tempo que não volta mais por acaso muitas vezes eu vou até as últimas consequências – o que, ainda bem, quer dizer apenas em jogar / assistir / ouvir qualquer coisa, do que algo mais grave que essa frase daria a implicar.

Então qual não foi minha surpresa quando do nada topo no Youtube num vídeo com “Ai City”, um OVA de 1986 que saiu aqui na terrinha lá por 1989 com o título “TERROR EM LOVE CITY”, e que eu acabei topando com meus – sei lá, imagino 5 anos de idade, e alugado.


Não havia Carga Pesada na época para eu saber que “é uma cilada, Bino!”

Acho que é bom pôr as coisas em perspectiva – enquanto “Manos” é um filme terrível porque é ineptamente realizado, “Terror em Love City” é consideravelmente bom tecnicamente ainda mais para sua época, mas que sai do nada em uma longa jornada para chegar ao lugar nenhum. E essa coisa é tão absurda que vou ser forçado a resumí-la pra vocês terem uma noção de como realmente é.

O TERROR APENAS COMEÇOU, mas se você não clicar acaba aqui.

♫♪Seeegaaa…♪♫

Eu sempre fui um apaixonado em video games em geral, desde meu début  em um Telejogo brincando tardes e mais tardes com meus primos na casa da minha avó com o famoso jogo Pong, aquele aparelho gigantesco ligado numa televisão preto e branco Colorado era tudo o que um moleque de 5 anos poderia querer.

Meu primeiro videogame mesmo foi um Atari 2600 e lembro de quase ter queimado a televisão do meu quarto no dia em que o ganhei, simplesmente por ter jogado Atlantis, River Raid  e Enduro por mais ou menos umas 12 horas seguidas. Dali pra frente segui a evolução natural, ganhei um Master System III, algum tempo depois um Super Nintendo e por fim um Mega Drive III e seu famigerado add-on, o SegaCD.

Telejogo rodando Pong, um dos seus maiores sucessos (ou o único)

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Saint Seiya Omega

Imagino que boa parte da galera que visitava o Ácido já está sabendo, mas uma nova série de TV de Cavaleiros vai estrear no Japão em Abril. As lamúrias de sempre já estão por aí com “o desrespeito com os fãs”, “a infantilização da série”, etc e o escambau.

Mas nem tem muito o que falar, porque boa parte da molecada que ainda discute isso na Internets foi quem pegou na Manchete nos seus 9, 10 anos da vida e gostou. E essas tentativas de agradarem só os velhos fãs não deram lá muito certo. Nego tá sonhando com remake da série clássica de graça como se fosse fácil assim quando os caras apostarem de fato numa geração nova de fãs ao invés de colocarem coisas pros ‘veteranos’, como Episódio G e Lost Canvas (Next Dimension nem se comenta, já que é sequência do original) é mais negócio comercialmente falando e pelo menos não é a mesma coisa de novo sendo animada porque uma minoria pede.

É claro que a série pode sair um lixo e tudo o mais, mas ser “pra criança” é o de menos. Não tem como falar que nada da série é “adulto” quando o que pega até hoje no mundo inteiro é a série clássica, aquele que todos viram pirralhos na Manchete. Adolescente/juvenil? Sim, com certeza. Agora se é nego que precisa porque precisa falar que só vê o maduro, denso, cru e visceral numa série de zóiudos japoneses pra vender bonecos que ficam se espancando uns aos outros, não sei o que você veio fazer aqui.

De mais a mais, ficamos no aguardo.

Site oficial:  http://www.toei-anim.co.jp/tv/seiya/

Garimpar é preciso… pt.1

Dias atrás estive em uma festa na casa de uma das amigas de trabalho da minha esposa, sabe aquele tipo de festa onde só as mulheres se conhecem e formam aquela panelinha em uma das mesas pra conversarem do trabalho e fofocarem sobre a roupa brega da nova secretária, o silicone exagerado da amiga que não apareceu na festa ou como o novo gerente de departamento é um “ridículo e cavalo” (palavras delas)?

Os homens, em contrapartida, mal se conhecem ou nunca se viram e a conversa não pode ser mais entediante… fala-se de futebol, trabalho e carros. Impressionante como todos entendem de todos os carros e seus sistemas de freios, arrefecimento, potência do motor em todas as unidades (CV, HP, N, kgf…), aros das rodas, etc, mas no fundo todos dirigem Palio, Gol, Celta, todos equipados com motor  1.0 e financiados em 60x pelo banco Panamericano.

Toda essa falsidade e falta de interesse entre as pessoas só pode ser aliviada por alguma distração ou algo que os façam falar menos e aí que o maior problema acontece: Alguém arruma um radinho portátil e junto com ele aquele bendito case de CDs. Só de olhar pra seleção de CDs nesses cases já me da arrepios. Eu aposto com qualquer ser humano na Terra 1 ano do meu salário que vou encontrar mais ou menos os seguintes ítens lá dentro:

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Rokko-chan: Eu que não amo você

Peguei pesado no título, mas enfim (dizem que eu sou o sucessor do Humberto Gessinger em aliterações, amigos acidistas avidamente avaliando a autenticidade atrevida dessa afirmativa). Mas é claro que o pessoal mais voltado pro lado “Mega Man” ou indie game das coisas (ou o lado menos nerd inútil já que o Luiz tá por aqui agora) que visita o blog ouviu falar do jogo, que saiu lá pelo finzão de Dezembro passado, um clone de Mega Man em flash chamado “Rokko-chan”.

Eu joguei o jogo de cabo a rabo um pouco depois de ter saído e… bem… claro que teve nego melando a cueca, afinal na internet você acha o pessoal melando a cueca por qualquer coisa, até mesmo de maneira literal e até por facehugger nascendo (hã… esqueçam essa analogia), mas comigo… olha, não rolou o sentimento feeling, apud Unidos do Inglês Mané.
Podem ficar tranquilos, não tem mais analogias pertubadoras pro resto do artigo.

Obsolescência Programada

Boa noite, meu nome é Luiz Gustavo, essa é meu primeiro encontro aqui no Ácido Cinza e eu gostaria de dizer a todos que estou muito feliz de estar aqui ajudando o compadre Shin, compartilhando este meu testemunho dizendo a todos que estou há 32 dias sem impressora.
Não, não sou um impressor (ou seria imprimidor?) compulsivo e muito menos tenho qualquer desejo latente de destruição da máquina como muito bem representado no filme “Como Enlouquecer Seu Chefe”(Office Space), aliás, muito pelo contrário, apesar da minha ex-impressora (atual peso de papel) ter alguns anos de vida, eu sempre cuidei muito bem dela; mantendo-a sempre coberta, limpando a poeira antes das impressões, fazendo limpeza dos bicos de impressão,etc, além disso, nunca troquei nenhum dos cartuchos, tanto o colorido quando o preto, são os mesmos que vieram na compra da impressora, ou seja, o fato dela ter sido tão bem cuidada e tão pouco aproveitada é o que me deixou irritado e um pouco desconfiado.
Enfim, após ter ganho esse magnífico peso de papel HP (agora poderia ser a abreviatura de Heavy Peeble), comecei a garimpar na internet sobre o motivo que leva os produtos de hoje em dia a durarem tão pouco. Entre os interessantíssimos artigos sobre estupro na TV, gente viajando pro Canadá e fotos de animais mortos ou fazendo churrasco em lajes nas redes sociais eu me deparei com um termo relativamente antigo porém, pouco conhecido: “Obsolescência Programada”.

Explicação do termo "obsoleto" segundo as empresas

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O pior filme do mundo

Muitas vezes viro e pergunto pra qualquer alma incauta que esteja conversando comigo qual o pior filme que já viram na vida. Uns metem longe algumas pérolas do Cine Trash. Outros do gênero “Não quero papo com mídia corporativista burguesa” que acham que o cinema tem que ser edificante a condição humana com termos pescados do dicionário falam qualquer coisa do Michael Bay, ou qualquer blockbuster pipocão que tenha por aí. No máximo rola um “The Room”, de Tommy Wiseau.

Escolhas risíveis quando há o clássico da ruindade “Manos” The Hands of Fate.

O Mestre não aprova pessoas que não leem o artigo inteiro.

O que eu joguei em 2011

Com o timing mais atual que um relógio analógico quebrado que funcionava a base de pilhas posto pra despertar em horário de verão, eis aqui a minha lista.

Vou tentar fazer uma linha do tempo mas minha memória também está comparável ao meu timing. Logo… um post bem grande depois do corte.
Fica, vai ter bolo!

Grandes Desaparecimentos Não Solucionados dos Videogames #2: Wily, Dr. Wily

Bem que eu queria fazer algo “curto e doce” (eu sei, eu sei, mas “short and sweet” não tem uma tradução boa em Português. Além do que ninguém quer ser grosso com o Poderoso Goro) como AS SETE ESPOSAS DE GORO, não é assim que a banda toca para o sumiço do Dr. Albert Wily. Acho que ele tinha uma letra no meio do nome mas olha foda-se.

O angu começou em 1994 quando em Rockman X2 (sim, na versão Japa) Saiba mais

Adeus, Shingo Araki

Shingo Araki faleceu hoje no Japão. Maiores detalhes não foram dados, mas veículos franceses (com quem o artista mantinha um vínculo especial) que não teriam motivo para fazer um repeteco das 100 mortes de Akira Toriyama todos o noticiam.

Araki tinha mais de 70 anos e uma longa carreira que além dos óbvios animes incluam character designing para jogos japoneses que estavam embrenhando na era das cenas animadas como o PC-Engine CD, realizando o design do jogo “Burai” e suas sequências e ports, e trabalhando também em produções americanas co-produzidas com o Japão como o filme de G.I. Joe.

Para o Brasil é o óbvio: uma geração inteira foi cativada pelo traço harmonioso e elegante do artista que foram a força guia dos designs de Cavaleiros do Zodíaco. Uma grande perda para o mundo da animação. Ficam os agradecimentos e os sentimentos para a família de um artista talentosíssimo.